sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Liberdade

Liberdade pode ser vista como um estado de ausência de coerção, e de todos os efeitos negativos associados a  ela.


"Quero liberdade" quase sempre significa "Quero me ver livre de condições aversivas".


Lembrei disso ao ler esta notícia













Obama concede entrevista a blogueira cubana





O Presidente dos EUA deu uma entrevista por e-mail a Yoani Sanchez, uma blogueira (!) de Cuba (!!).


Em Cuba Yoani luta, corajosamente, por liberdade.


Mas o que isso quer dizer?

Dentre outras coisas, que há controle coercitivo a internet em Cuba. Como esta campanha presente no Blog de Yoani prova:



freeinternet 
(A bandeira de Cuba associada ao pedido 
de liberdade na internet, naquela país, 
onde os sites são policiados coercitivamente)


Por que Yoani luta por liberdade ?


Porque as pessoas são assim: querem a todo custo se ver livres da opressão, do controle aversivo, e tudo mais que lhes gera sofrimento.


ISso e´verdade para adolescentes que querem se ver livres da "chatice" dos pais, mas também é verdade para escravos que querem se ver livres de correntes, ou para individuos que querem se ver livres para fazer as escolhas mais básicas de suas vidas, como o que vão ler ou que profissões terão.


O comportamento humano funciona melhor assim: por reforço positivo. Quando as pessoas estão agindo em contextos de reforço positivo, bons sentimentos, como o de liberdade, ganham lugar.


Quando os líderes políticos vão aprender isso ?




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Caso Geysi



O pessoal da Universidade UNIBAN resolveu punir Geysi por usar um vestido provocante.


Ok, ok.


Eles nunca ouviram falar que medidas punitivas geram reações adversas de contracontrole ?







Se não tivessem sido tão coercitivos com a garota, e não houvesse o contracontrole da mídia, certamente a foto acima (da Geysi, poderosa!, com pöse de celebridade na TV) seria impossível.


Agora o vestido que causou tanta polêmica foi exibido para milhões de pessoas, em rede nacional !


geysi-uniban-02


Quanta autoestima! Me passem o telefone do terapeuta dela!




Claro que a Geysi poderia ter manerado nas carnes expostas, quem sabe (ao menos na faculdade).. 


Ela tem um certo histórico de ser "saidinha" (é a vida pessoal dela, gente)


Mas daí é uma questão de controle social ("Põe umas roupinhas mais amenas de vez em quando, menina", dito pelos amigos ou familiares), e não de coerção institucional, ou pior ainda: agressão.



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Helio Guilhardi

Você sabe quem é Hélio Guilhardi?


Hélio Guilhardi 
Caso não, dê uma olhada nos seguintes links, que falam da vida e obra desse importante professor e cientista brasileiro.




http://www.terapiaporcontingencias.com.br/
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4745560E6




http://www.youtube.com/watch?v=hIFP_T9tqwI


http://www.cemp.com.br/novo/corpo.asp?id=13&cod=122&tipo=8

Eu sou eu e minhas circunstâncias

A famosa frase de Ortega Y Gasset que é título deste post tem até cara de algo Comportamental, não é mesmo?


Ha, contudo, um equivoco nela. Eu nao sou minhas circunstancias. Nunca. Apenas estou inserido nelas. No máximo elas são condições que me definem e explicam. Mas não são o que eu sou.


Quando aquela senhora sofrida chega pedindo ajuda e se queixa de que "A vida dela é cuidar dos filhos", uma resposta Comportamentalmente correta, mas que deve ser dada com tato, seria: "Isso é o que você faz hoje, não o que você é de verdade".


Você não é seu emprego.


Você não é sua imagem social.

Você não é suas opiniões.



Você não é seus gostos e interesses.


Todas essas coisas fazem apenas parte de sua condição, do contexto em que você vive, e não de sua essëncia.


Você é uma pessoa. Um organismo vivo em um mundo em que convive com outras. Nossos condições momentâneas nos explicam, mas não são um destino.





quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Entrevista que dei para outro blog

E' sobre internet e relações sociais.


http://viver-online.blogspot.com/2009/11/jovens-internet-e-sociabilidade_5690.html


(Sou Game Designer, lembram? Interação humano-computador é a minha praia)



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Como tomamos decisoes?

A capa da Revista ISTOE desta semana e' sobre comportamentos decisorios.


A materia se propoe a responder uma duvida de muita gente: "Como tomamos decisoes?", e outra, ainda mais importante: "Como deveriamos toma-las?"


Ao longo do texto diversas questoes classicas de Heuristica são abordadas:


- o papel do treino constante (condicionamento)


- o uso da intuição (como percepção além de verbalizações)


- a importância da calma e precisão da racionalidade (ou "comportamentos racionais")


- a influência das emoções 


- o suposto conflito emoção x razão


etc


Isso tudo me lembrou uma técnica clássica, muito conhecida por quem faz Dinamicas de Grupo.


Trata-se da tecnica dos 6 chapeus





Cada chapéu representa um conjunto de comportamentos que devemos aprender para usar como filtos decisórios.


Branco = a frieza racional dos fatos, dos dados, dos números


Vermelho = a paixão, a influência acalorada das impressões emocionais

OBS: Esses 2 estariam, comumente, em conflito.



Azul = dedução, controle, convergência para um ponto 

Verde = indução, criatividade, divergência para multiplas saídas possíveis

OBS: Esses 2 também costumam conflituar



Amarelo = Otimismo


Preto = Pessimismo


OBS: Preciso dizer que sao o conflito puro e simples ?


Tomemos um exemplo de treino na tecnica dos 6 chapeus.


"Devo namorar Ana?" 


BRANCO = sim, pois ela é inteligente, bonita, uma pessoa otima


VERMELHO = talvez, nao tenho certeza se a amo


AZUL = varias fatores pesam favoravelmente


VERDE = mas eu poderia, quem sabe, conhecer outra pessoa porquem sentisse mais. Quem sabe se eu voltasse a sair com a Beatriz ou com a irmã gatinha do Pedro?


AMARELO = Ana tem muitas qualidades. Se eu namorar com ela, certamente vou ama-la mais ainda.


PRETO = Por outro lado, Ana pode se tornar chata para mim, pois ela é perfeitinha demais. Quero mais paixão.


Os 6 chapeus não geram como resultado a decisão. Essa técnica é apenas uma metáfora para comportamentos verbais encobertos (pensamentos em palavras que guardamos para nós mesmos) e precorrentes (raciocinios) que emitimos antes do comportamento de decidir.


Da próxima vez que vocë tiver que tomar uma decisão, lembre-se de "usar mais de um chapéu".



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mau humor causa brigas ?



Cantor da Banda Calypso espanca colega!





Não, eu não ouço Calpyso!



Link da noticia: aqui.


Vejam os relatos usados para explicar o episodio:


1- Chimbinha estava irritado porque o gerador de energia havia parado três vezes.


2- Chimbinha é um cara completamente descontrolado, desequilibrado.


3- Acho que ele me agrediu porque pedi demissão em agosto e ele ainda não aceitou bem


Notem que a explicacao 1 pressupoe que o mau humor (um sentimento) foi a causa do comportamento. Apesar de levar em conta as contingências anteriores ao evento, a explicação 1 peca por fazer a seguinte: 


A explicacao 2 e' mentalista, pois diz algo como "é da essência de Chimbinha ser assim", "sua estrutura interna é de descontrole".


A explicação 3 remete ao historico da relacao entre agressor e agredido. Pressupõe que o pedido de demissão desencadeou a briga. Ela e' parecida, se voce prestar atencao, com a logica da explicacao 1. (Sentimentos teriam causado comportamentos).


O que faltou, caro leitor?


Diria que faltou uma 4a explicação: a Comportamental.


Chimbinha tem histórico de descontrole, ok. ("Ele é descontrolado", dizem os mentalistas). Mas esse descontrole emocional aparece em que circunstäncias? E com quem? O que o impede de agir assim sempre? Por que ele briga com algumas pessoas, mas não com todas? De que forma, no passado, brigar foi um comportamento reforçado ? E por ai vai...


Como deu para perceber, a análise comportamental sempre e mais profunda que meramente dizer: "Brigou porque estava de mau humor" ou "Brigou porque é brigão".


Para um ANalista do Comportamento, o mau humor não pode ser visto como causa de brigas. Se fosse assim, toda vez que ficamos mau humorados brigaríamos. 


É impossivel evitar de vez em quando experimentarmos dias de mau humor. 


Sendo assim, o que resta é descobrir que comportamentos devem ser aprendidos para lidarmos melhor com um "dia de cão".



domingo, 8 de novembro de 2009

Olhar Comportamental sendo reconhecido!

Ola, leitores!


Ontem recebi um email muito gratificante (R+!), da Natasha, que representa a Agencia Frog


A partir da semana que vem, a agencia vai me enviar de presente livros da Ediouro com tematica relacionada a Filosofia, Psicologia e Ciencia.

Depois de ler os livros, escreverei resenhas sobre eles para este Blog.



O primeiro livro sera o bestseller "Vou chamar a policia", de Irving Yalom (autor que ja comentei aqui neste blog).


Fico grato a Natasha, e espero poder fazer um excelente trabalho para voces, leitores do Olhar Comportamental.




Alessandro

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Carolina Bori

Você sabe quem foi Carolina Bori?





Caso não, eis aí alguns links de referëncia sobre essa marcante persoangem do Comportamentalismo no Brasil:


http://www.cliopsyche.uerj.br/arquivo/carolina.html


http://www.youtube.com/watch?v=lm9UpY66uwE


http://sites.ffclrp.usp.br/paideia/artigos/30/02.htm


http://www.abpmc.org.br/boletim/filme_carolina.htm



terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cadeias Comportamentais e Habilidades

O aprendizado pode ser visto como um constante refinamento de habilidades. Vamos modelando nossos comportamentos, "aparando as arestas", ate chegar o mais proximo possivel da ausencia de falhas.


Ao menos nas Artes Marciais e' assim!

Deem uma olhada nessa tecnica que aplico na Mestra Ana Flavia:






Quando eu estava aprendendo essa tecnica, houve muitas falhas. Muita modelagem e reforcamento diferencial depois, a cadeia comportamental flui (quase) perfeita (E e' a isso que chamamos, em Arte Marcial, de "tecnica funcionando", rsrs).


Voce precisa reforcar muito e imediatamente (Lei da Repeticao) quando a tecnica funciona bem (Lei do Efeito) ate que ela flua!


Ja a Mestra Ana Flavia, bem mais experiente que eu, alcanca um nivel de perica motora bem maior:





Caramba, como ela e' rapida!