sábado, 4 de fevereiro de 2012

Modelagem Ágil de Software e Comportamento Organizacional



Estou lendo "Modelagem Ágil", de Scott W. Ambler. 


O livro trata de como desenvolvedores podem se tornar mais eficientes na árdua tarefa de projetar algoritmos e códigos de programação, dentre outras coisas.


Se você esperava um livro cheio de códigos, linguagem de máquina, tabelas, fluxogramas e afins, a leitura de fato te surpreenderia.


Ele está mais para um manual de RH...


Já estou na página 200 (de 325) e até agora veja as instruções principais do autor sobre como fazer uma equipe ser mais eficiente em modelar software:


- Cuide da ergonomia física da sala. Ela precisa ser confortável, e o lay out dela deve incentivar a comunicação das pessoas;


- Crie um ambiente organizacional onde predomine a confiança, e onde todos entendam o modus operandi de todos (novamente a questão da comunicação);


- Incentive a criatividade com programas de remuneração variável, sessões de brainstorming, tolerância a diferenças, etc;


- Crie uma cultura ágil antes de mais nada, onde as pessoas tenham a atitude certa (mais eficiência, menos burocracia e retrabalho);


- Incentive o bom humor e a "amabilidade" (sic) entre os membros da equipe;


etc.


Quer software bem feito?
Invista em RH !


Ou seja, o livro já está a 60% e até agora ele só falou de Comportamento Organizacional. Pelo que chequei no sumário, apenas os 2 últimos capítulos falam de técnicas de modelagem ágil, propriamente. Detalhe: Scott Ambler não é um profissional de RH, mas um "nerd de programação" !


Conclusão: quer criar uma equipe eficiente para desenvolver software? Cuide para que antes de mais nada, seja uma equipe organizacionalmente saudável.



A Lei da Atração - Um Olhar Comportamental





Respondendo a uma pergunta que chegou por email, do Kaique Cesar:


"A lei da atração existe mesmo? no que ela enfluencia no comportamento?"






"O Segredo" foi o livro de auto-ajuda mais vendido da década passada, e ainda faz sucesso. Ele vende a ideia de que seu leitor vai descobrir o grande segredo (daí seu título) das pessoas felizes e bem-sucedidas.

Qual é o segredo? A Lei da Atração, que pode ser enunciada da seguinte forma: "Deseje intensamente que alguma coisa muito boa aconteça, e ela acabará acontecendo".

E aí, a Lei da Atração funciona?

Pode funcionar sim. E neste post dou uma explicação analítico-comportamental do porquê.



Viver mediante qualquer lei é ter seu comportamento controlado por regras. No caso da Lei da Atração, por mais de uma:
1) Pense em algo que você quer, que dá prazer. Ou seja, foque intensamente um reforçador positivo do qual você se sente privado. Sempre crie condições para se lembrar dele, como colocar imagens no desktop, ou escrever algo na sua agenda.

OBS: Só no ato de constantemente pensar nele, você se sentirá mais privado e portanto o desejará mais, possivelmente.

2) Pare de torcer que coisas ruins não aconteçam. Essa abordagem de reforço negativo (subtrair problemas) não é tão boa quanto a do reforço positivo. Não tente se esquivar do ruim: procure o que é bom e tudo mais se resolve.

O ato de jogar uma moeda num poço dos desejos funciona
como operação motivadora para você constantemente pensar
no reforçador positivo do qual está privado (o alvo de seu desejo).

O que ocorre é que quando você deseja muito uma coisa, é possível até que a veja quando ela não está presente (Como quando "vemos" um amigo de quem sentimos saudades em todo estranho vagamente parecido com ele na rua). Me parece que quando seu comportamento de perceber está sobre controle da Lei da Atração, você passa a "ver sinais" de seu desejo se realizando em praticamente tudo. Em outras palavras, os estímulos mais sutis passam a ser discriminativos para sua percepção/aproximação do reforço positivo desejado. 

Se você deseja muito o amor de alguém, está andando na rua e uma folha bonita cair de uma árvore no seu rosto, pronto!, é um "sinal" de que você está atraindo o amor.

Claro que em condições normais você nem sequer atentaria para essa folha...



Outra propriedade do controle por regras é que quanto intenso ele for, mais você será dessensibilizado para contingências incompatíveis com a regra. P.e., se você acreditar muito mesmo na Lei da Atração e desejar que uma pessoa te ame, irá ignorar todos os sinais de que ela não está interessada em você. (O que pode ser, convenhamos, desastroso).

Nesse caso, você será dessensibilizado para estímulos aversivos, o que te fará se sentir mais aliviado e confiante. A Lei da Atração gera esse efeito confortador sim, mas cuidado: ela apenas de anestesia para os problemas, sem ajudar a lidar com eles.

Ou seja, estar sobre controle da Lei da Atração:


Vantagem Desvantagem
Te fará ver sinais positivos da realização do seu desejo em toda parte Você se sentirá mais próximo do reforçador almejado, o que gera bem-estar, alegria (Se bem que essa sensação tende a se esvanecer, pela habituação, e você precisará "aumentar a dose" de obsessão do pensamento positivo sempre). Mal entendidos, ilusões. Conhece a história de Pollyanna?
Te fará ignorar sinais negativos quando ocorrerem. Você ficará menos ansioso, mais relaxado, pois sentirá menos contato com aspectos aversivos da vida. Perderá a oportunidade de reconhecer e enfrentar problemas quando eles ocorrerem.



Será que basta
desejar intensamente?


Muita gente que fala da Lei da Atração também cita uma frase de Paulo Coelho: "Quando você quer muito uma coisa, todo o Universo conspira para você alcança-la". Infelizmente a maioria dessas pessoas não sabe que Paulo Coelho apenas fez uma cópia empobrecida de uma frase de Goethe. Esta: "Quando você trabalha muito por uma coisa, todo o Universo conspira para você alcança-la".

Note que enquanto Paulo Coelho sugere que basta querer, (e com isso mudar seus comportamentos de percepção pelo controle por regras já explicado), Goethe defende que você precisa "trabalhar" para alcançar seus objetivos. Isto é, alterar as contingências de sua vida, agir de forma operante sobre elas.

Claro que ter pensamento positivo, otimismo, viver rindo, ajuda. Mas são nossas ações que mudam o mundo de fato, e não as regras que alteram momentaneamente nossa percepção sobre ele.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Stephen Ledoux e a "Comportamentologia"




Stephen Ledoux (foto ao lado), PhD em Behaviorismo e editor da Behavior Analyst Today, defende algo que eu já venho falando há tempos: de que é preciso um divórcio (amigável, se possível) dos behavioristas com a Psicologia. Ledoux disse que esse divórcio já ocorreu, só que muita gente ainda não ficou sabendo...


Em 1963, B. F. Skinner escreveu um artigo chamado "O Behaviorismo aos 50 (anos de idade)". Com o behaviorismo prestes a completar 100 anos, iniciado em 1913 com John Watson, Ledoux publicou recentemente, na American Scientist, um artigo chamado "Behaviorismo aos 100". No texto, defende que já existe uma disciplina das Ciências Naturais, independente da Psicologia, para o estudo do comportamento. Trata-se da Behaviorology ("Comportamentologia").


Por sinal Ledoux se apresenta como professor de Behaviorology, em universidades, em seu site. Ele também montou um instituto privado sediado em Canton, New York, pelo qual presta consultoria em projetos em diversos países, incluindo a China! 


Ou seja, além de um cientista renomado, PhD cujo nome aparece em prestigiosas publicações, ele também é um empresário de sucesso.


E Notem a lista de tópicos de um curso de Behaviorology:

- Introdução à Ciência e Tecnologia (opa!) do Comportamento
- Ciência aplicada e tecnologia do comportamento (Tô adorando o pragmatismo desse cara!!!!)
- Engenharia Comportamental (Agora ele me conquistou de vez!) 
- Aplicações (maravilha!!!) da Análise do Comportamento Verbal


dentre outras...


Ledoux parece ressuscitar um sonho esquecido de
B. F. Skinner: a criação de uma engenharia comportamental
(o que mais se fala hoje é em programação de contingências)


Breve Histórico da Disciplina


- Em 1987 a disciplina já teria sido reconhecida oficialmente em universidades dos EUA. Porém não em todas: ela ainda é um paradigma emergente que, prosperando, será o grande concorrente da Psicologia (que Ledoux diz dar explicações metafísicas, fundamentalmente místicas, para o comportamento).


- Em 1993 ele já havia escrito um artigo chamado "About Behaviorology: An Introduction to the Incompatible Paradigms and Historical and Philosophical Developments Among Disciplines Addressing the Behavior of Individuals". 


- E em 2002 ele escreveu este artigo: "Origins and Components of Behaviorology". 


- Nessa época também escreveu um livro sobre educação familiar


- Clique aqui e leia um artigo que Ledoux escreveu em 2008 sobre a Behaviorology aplicada a nível cultural (no que ele chamou de "Culturology").


Fica a pergunta: Ledoux está mesmo certo? Será que algo como a Behaviorology já está funcionando a plena vapor e dando resultados práticos?


O professor Ledoux teve um artigo sobre a Behaviorology publicado na
edição de centenário da revista American Scientist. Hoje presta consultorias
na Austrália, China e EUA em projetos tecnológicos.


O Behaviorismo é uma filosofia sobre a Ciência. A Behaviorology, nas palavras de Ledoux, é uma disciplina prática, que tem um forte braço tecnológico e que integra a Análise e a Síntese Comportamental. 


Ledoux deixa claro que a Behaviorology é focada em tecnologia: trata-se de aplicar saberes para mudar o comportamento humano e com isso realizar o sonho de B. F. Skinner de um mundo sustentável.




Tanto é assim que Ledoux usa aplicações da Behaviorology para resolver problemas do Aquecimento Global como exemplo do poder da nova disciplina. Para saber mais sobre as aplicações ambientais da Behaviorology, clique aqui.

É, meu caros... E tanta gente achando que a abordagem comportamental é só pesquisa teórica e básica, e só Watson e Skinner, ratinhos e pombos, né...



sábado, 28 de janeiro de 2012

"A Retórica, de Aristóteles" e a Oratória - Um Olhar Comportamental




Falar em público. Saber expressar ideias. Comover e convencer os ouvintes. Persuadir.


Competências verbais de imenso poder!


Para aprender mais sobre esses tópicos, li recentemente "Introdução à Retórica", de Olivier Reboul. Um livro que recomendo fortemente e que toca num assunto vital para qualquer profissional que trabalha se comunicando com pessoas, tendo que ser expressivo, saber persuadir e negociar.


Neste post, um pequeno resumo do livro, feito a partir do meu olhar comportamental.




Didaticamente, separei o texto do livro em 6 partes, perfazendo o que poderia se tornar, caso mais detalhado, um programa de ensino de Retórica:




Parte 1 de 6 - O Que Retórica Não É


De tantos mal entendidos e difamações da Retórica, o autor sente necessidade de uma explicação inicial sobre o que ela não é. Começa falando dos sofistas que iniciaram a má fama da Retórica e chega até os demagogos e teóricos dos anos 1960. No final temos uma pequena lista de nãos:


a) Retórica não é enrolação, conversa mole, usar de palavras floreadas para ludibriar. Isso seria na verdade "falação de merda".




b) Retórica não é soltar qualquer ideia, de forma anti-ética. Ela precisa fazer sentido, caso contrário é apenas um sofisma. Exemplo de sofisma: 


"1. A água mata a sede. 
2. O sal nos faz sentir beber água. 
3. Logo, o sal mata a sede"


Erro lógico óbvio, mas que poderia confundir e enrolar algumas audiências incautas. 


c) Retórica não é fazer propaganda vazia de conteúdo. Não é meramente ser publicitário de um produto o qual não conhecemos e nem confiamos.


Não basta tentar persuadir para fazer algo: a Retórica
pressupõe conhecimento sobre o objeto do qual se fala.
Ela é forma, mas também é conteúdo.


d) Retórica não é criar a realidade pela fala. Quem age de forma retórica não está mudando o mundo, mas apenas afetando o comportamento dos ouvintes, isto é, muda o ambiente social, a percepção que as pessoas têm das coisas, mas não as coisas em si.


A retórica nazista objetivava mostrar Hitler
como um herói e santo, um salvador da pátria. Ele não
se tornou isso. Uma mentira falada mil vezes
não se torna uma verdade.




Nota Comportamental




Depois dessas 4 discriminações, que agem pela lógica dedutiva, sobre o que Retórica não é, prosseguimos em nosso programa de ensino, dessa vez fazendo generalizações sobre o que ela é, que operam pela lógica indutiva.


Vale lembrar que um bom conceito, um conceito bem formado, é um conjunto lógico de discriminações e generalizações. Veja um exemplo aqui.






Parte 2 de 6 - O Que a Retórica É


Olivier Reboul prossegue anunciando o autor que de fato resolveu os problemas teóricos da Retórica: Aristóteles (que por sinal também é o pai da Psicologia, notem!).


A definição a seguir é aristotélica. Vocês verão que por ela, a Retórica é o que obtemos de uma classe de comportamentos verbais que possuem um mesmo meio e efeito: explicar para persuadir


Vamos ver... Retórica é:


a) Persuadir alguém através da palavra não apenas a fazer algo (o que poderia ser obtido pela mera coerção), mas a acreditar em algo (ou seja, a pessoa muda suas opiniões porque recebeu reforço positivo para isso).  Persuadir é mudar o comportamento das pessoas (coisa que autores como B J Fogg aplicam para projetar artefatos tech).


Aristóteles: dos antigos, o filósofo mais
completo e genial, e meu favorito.


b) Agir de forma retórica é argumentar com lógica rigorosa, mas também com estilo original e cativante.

c) Aplicar a retórica é mudar as pessoas por 3 vias:



c.1 - pelo raciocínio lógico, convencendo-as racionalmente (predomina as ideias que o orador defende)


c.2 - por contingências emocionais, comovendo-as (aí predomina a figura do orador, seu caráter, bem como o sensibilizar da audiência)


c.3 - dando ou citando exemplos (um misto de racional e emocional, onde predomina imitar alguém ou seguir uma regra)


Alguns discursos são mais racionais, e outros mais emocionais. Dificilmente consegue-se um meio termo. O mais estratégico é que o orador use o tom apropriado a audiência. Uma platéia mais escolarizada e intelectual vai preferir um discurso com muitos silogismos e argumentos refinados. Uma platéia mais emotiva será mais cativada pelo carisma do orador e pelos apelos sentimentais que ele fiz.




Parte 3 de 6 - O Episódio Verbal Retórico


Reboul continua o livro explicando como o texto retórico nunca ocorre em um vácuo: o orador está sempre acompanhado da audiência. Até é possível analisar de forma estrutural o texto escrito, enfatizando sua gramática, sintaxe. Mas é o caráter funcional do texto, quando emitido oralmente, que mais conta!


A Retórica, portanto, só pode ser compreendida pela análise das contingências em que o orador fala para seu público. Análise de cunho funcional que levanta perguntas como:


- Quem fala?


- Sobre o quê?


- Pra quê?


- Ele é mais de convencer ou de comover a audiência?


- Como foi o tom de voz que ele usou?


- Quem ouve?


- Qual a disposição da audiência?


- Onde ocorreu o discurso?


- Como a história do orador interfere na recepção de seu discurso?


etc


Tomemos como um exemplo o célebre discurso de Martin Luther King. Aprecie-o (Depois faço uma breve análise).








Em breves palavras: Martin Luther King, então um célebre ativista pelos direitos dos negros, profere seu discurso para uma multidão formada principalmente por negros que foram a Washington pedir por igualdade racial. O tema do discurso: um sonho de igualdade e paz.

Apenas se essas, e diversas outras, contingências desse episódio verbal foram estudadas é que a retórica de Martin Luther King poderá ser compreendida. E, mais importante: apenas quem vivenciou aquelas contingência foi inteiramente tocado por aquele discurso.




Nota comportamental





Para ser um bom orador, habilidades de expressão corporal, facial e vocal, bem como um certo "jogo de cena", são necessárias. Por isso entender de teatro e dramatização pode ser um ótimo pré-requisito para qualquer programa de ensino de Retórica.





Parte 4 de 6 - Relação entre Retórica, Lógica e Ética



Note que Aristóteles escreveu tanto tratados sobre lógica quanto sobre ética. Para esse filósofo, o orador precisa falar coisas com lógica para ser ético e, portanto, um bom orador. Com isso ele derruba a pseudo-retórica baseada em sofismas, tapeações, muito praticada pelos antigos sofistas (e por muitos políticos hoje!).


A ação retórica ocorre quando você entende do assunto sobre o qual vai falar e nota que não será fácil demonstrá-lo objetivamente. Por isso precisa fazer uso de recursos estilísticos e argumentativos para explicá-lo melhor.






Um professor de Matemática não precisa argumentar e falar com estilo rebuscado. Ele só precisa fazer demonstrações claras dos conceitos objetivos sobre os quais ele está falando.







Já um político sabe que não conseguirá demonstrar objetivamente suas posições como o professor de matemática faz. Por isso ele precisa, diz Aristóteles, ser retórico. Mas como ele faz isso? Esse é o tema da parte 5.



Parte 5 de 6 - Fases do Processo Retórico


Aristóteles fala da Retórica mediante um processo, fases sequenciadas logicamente:



Fase Descrição
Invenção O orador escolhe o tema e o objetivo (o que deseja persuadir sobre o tema). Em seguida, qual o gênero do discurso (se será um elogio, uma exortação moral, um apelo político, etc), e começa a reunir materiais para servir de conteúdo para essa forma.


O público, para entender melhor o discurso, precisa saber captar seu gênero, isto é, seus objetivos.
Disposição O orador precisa organizar seus recursos num todo coerente, editá-lo, dar-lhe uma forma agradável.
Elocução O orador precisa escrever o discurso, dar-lhe uma redação final.


Em seguida declamá-lo e, se possível, decorá-lo.
A elocução é divida em 4 partes:



a) exortar o público a prestar atenção, cativá-los ao assunto sobre o qual será falado


b) narrar eventos, descrever argumentos


c) Retomar o assunto e usar a narração para confirmar o ponto-de-vista do orador


d) Concluir o discurso, solicitando que os ouvintes mudarem de opinião sobre o assunto (para a opinião do orador)
Execução Não basta planejar intelectualmente o discurso.
É preciso saber interpretá-lo no sentido teatral do termo. Atuar.



Parte 6 de 6 - Argumentação e Estilo

Para fechar, Reboul defende que o bom orador deve saber argumentar com maestria, mas também possuir um fino trato estilístico.


Os argumentos são o conteúdo lógico, inteligente. O estilo é a forma bela e aprazível, atraente. O discurso é uma estrutura, um todo organizado, que integra os dois. A a persuasão da audiência é a função.


Reboul ressalta que para refinar a argumentação é imperativo conhecer bem a lógica para evitar falácias e sofismas. Já o estilo diz respeito a um bom uso de figuras de linguagem, tais como as que exploram o ritmo e entonação das palavras, os sentidos delas, as construções sintáticas e cadeias de pensamento, imagens, concatenação de ideias.


Apenas a prática pode garantir a fluidez do estilo. Para isso nada como discursar, falar em público com objetivo de ensinar, instruir e, principalmente, persuadir. Mas Reboul diz que assistir discursos retóricos também ajuda. Por isso, fecho este post com um discurso que vale a pena ser analisado.

Tome como exercício prático pegar o discurso de William Wallace e entendê-lo retoricamente, isto é, tanto como episódio verbal como em termos de processo, argumentação e estilo:







sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

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